domingo, 29 de setembro de 2013

Quem gosta dos dias de chuva?


Hoje chove muito, mas não tanto como na sexta-feira passada. Hoje chove e chove na cabeça de todos os pais que tentam pensar no que fazer em dias assim, com a perspectiva fascinante de um Domingo eleitoral, num dia apenas abrilhantado pelas boas notícias no mundo do ténis e ciclismo. Mas essas notícias, ainda que atenuem o esforço, não ajudam na ocupação dos rebentos quando rondam os 2 anos...o que nos poderá salvar é apenas a nossa imaginação. Por isso recordo algumas frases ditas no passado: gosto de alguns dias de chuva...servem para namorar, pôr a leitura em dia, ver um filme no quentinho, abrir uma boa garrafa de tinto, enfim, enfim, enfim...essas frases ficaram na gaveta dos dias passados. Talvez agora as reencontre ao reler os Românticos, quem sabe.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Acontece papá!



Hoje, aliás, ontem, tive mais um momento digno de preservar na minha memória para além da eternidade. Todos passamos por dias complicados. O trabalho arrasta-se demasiado, o trânsito parece infernal para além do inferno que sempre é, e, no limite, não conseguiste sentir o sol...essa luz. Acontece frequentemente na minha cidade. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fechem alas ao Noddy!!!


Quando era um petiz feliz e estudava numa escola que adorava (só soube disso mais tarde!), encontrei na biblioteca, que era excelente para a época dos idos anos 70, uns livros do Noddy. Eu gostava de ver a forma como os bonecos, brinquedos, ganhavam vida e tinham nomes estranhos, mas o que mais adorava era o taxi amarelo, que, há época, imaginava como carro do Noddy e não táxi do Noddy. Tenho também a nítida recordação do receio do Mafarrico...vá-se lá saber porquê.

domingo, 22 de setembro de 2013

Quando a procissão ainda vai no adro...


Tenho a memória de uma infância feliz, entre família e amigos, com risos e festa, guitarras e música, bem ao jeito da minha avó materna e do meu avô paterno. É nessa memória que fomento a relação da minha filha com os avós, seja em que contexto for. Ela tem o privilégio de ainda conviver com todos os avós, mesmo tendo eu sido pai aos 39 anos. É um facto relevante se considerarmos que, um par de anos antes, essa realidade seria fruto do acaso. De qualquer forma, também eu conheci todos os meus avós, mas se o meu pai tivesse abraçado a paternidade aos 39 anos, apenas teria conhecido os meus avós maternos...por isso, é mesmo um privilégio o que a minha filha vive.

sábado, 21 de setembro de 2013

Pai, pai, pai!


Tenho a certeza que um dia, espero que distante, vou ter saudades de ter a minha filha tão perto de mim. Mas como o ser humano nunca está satisfeito com o que tem e cansa-se facilmente, estou numa fase em que entregava a chaves do carro para a princesa dar uma volta...e deixar-me dormir.

Mesmo durante o meu sono agitado, parece-me ouvir a sua vozinha:

- Pai, pai, pai...dá-me a tua mão.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A dúvida da paternidade. Volume I.


Tenho duas mãos com cinco dedos cada…e são muitos os dedos para contar os homens que conheço que quiseram, de forma convicta e determinada, ser pai. Há um problema de evolução da espécie humana, na vertente macho, que determina que “nunca, em momento algum, ficarás preso a nada”. A mulher, fêmea, ri-se quando ouve falar nesta dúvida existencial que mina a mente do homem, mas conhece-a bem. O riso sarcástico é muito perverso, como a mente evolutiva da mulher…pois é, o perverso não é só para nós. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tantos brinquedos para nada…


Em criança eu adorava brinquedos, como todas, mas, para infelicidade da minha mãe, adorava oferecê-los a outras crianças. Nessa época não havia excessos, como agora estamos novamente a tentar interiorizar, e por esse motivo, a minha mãe perguntava o porquê…e eu não lhe sabia responder. Infelizmente para ela, e agora como a compreendo, no dia seguinte, mal saía do autocarro a caminho da escola, ficava petrificado na vitrina da loja dos brinquedos. Tremendo azar da minha progenitora porque a paragem do autocarro ficava mesmo colada à malfadada loja. Sentia um esticão no braço e, qual botão ON de uma sirene, soltava um berro tal que ainda hoje é falado no Bom Jesus de Braga…A história lá se repetia e alguns dos meus colegas ansiavam a minha chegada ao infantário como nunca ansiaram por ninguém. Nunca na minha vida fui tão desejado!

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